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China demonstra posição sobre lançamento de satélite da RPDC
2012/03/20
 
 2012-03-20
 
   O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, disse hoje (20) em Beijing que a China vai reforçar as conversações com outros países sobre o   lançamento de um satélite pela República Popular Democrática da Coréia (RPDC).

O Ministério das Relações Exteriores entrou em contato com os embaixadores da RPDC, Rússia, EUA, Coreia do Sul, e Japão na China. O país indicou que a manutenção da paz e estabilidade da Península da Coreia e Nordeste da Ásia atende aos interesses comuns dos países relacionados e responsáveis na questão. A China espera que todos mantenham a calma e resolvam o assunto adequadamente.

Na reunião de instrução para mídia hoje em Beijing, o assistente do chanceler chinês, Ma Zhaoxu, ressaltou que o lançamento do satélite da RPDC não será discutido na Cúpula de Segurança Nuclear em Seul. O tema será apenas sobre o reforço na segurança de materiais e equipamentos nucleares.

Ma Zhaoxu destacou que a China é uma potência no desenvolvimento de energia nuclear e que sempre dá importância à segurança. O presidente chinês, Hu Jintao, vai participar da Cúpula entre os dias 26 e 27 de março, na capital da Coreia do Sul. Na ocasião, Hu vai apresentar a opinião do país sobre as políticas de segurança nuclear e mostrará os progressos obtidos na área e as medidas que serão tomadas.

De acordo com artigo divulgado pela Agência Central de Notícias da RPDC, o país vai lançar o satélite Kwangmyongsong-3, fabricado com força e tecnologia norte-coreana, no próximo mês de abril, para comemorar o 100º aniversário do ex-presidente Kim Il-sung. A notícia atrai muita atenção no mundo. A ONU, a Coreia do Sul, o Japão e os EUA pediram que a RPDC reconsidere ou cancele o plano. Em resposta, a Agência Central de Notícias norte-coreana disse ontem (19) que o lançamento do satélite nada tem a ver com a convenção-quadro assinada com os Estados Unidos. O satélite civil e o míssil de longo alcance são coisas diferentes.

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